quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

POBRE menino RICO da 'Diuma'

Essa é uma história comum a partir de 2003 no Brasil. Gente que não tinha nada, conseguiu uma boquinha no desGoverno do PT (nem precisa ser um 'cargão', assim) e da noite pro dia fica milionário. De porteiro de estatal até os filhos dos presidentes, o que tem de gente RICA assim é uma grandeza. E tome Lava-Jato pra descobrir isso...

Esta história saiu no blog O ANTAGONISTA, edição de hoje (04 Fev 16):

Anderson Dorneles é o "menino" que Dilma Rousseff teve de dispensar depois que O Antagonista descobriu que ele é sócio oculto do RedBar, no estádio do Internacional construído pela Andrade Gutierrez.
Em 1º de fevereiro de 2008, ele entrou com uma ação revisional contra o Itaú, na 18a Vara Cível de Porto Alegre, porque o banco o havia posto no cadastro de devedores. Até aí nada demais. O dado curioso é que Anderson Dorneles pediu e conseguiu Assistência Judiciária Gratuita (AJG), alegando falta de recursos para pagar custas, embora recebesse salário como assessor de Dilma na Casa Civil.
Como a Justiça aceitou o argumento de pobreza de Anderson Dorneles na época, isso quer dizer que ele NÃO aplicou o golpe corriqueiro de pedir AJG apenas para não ter despesas processuais e, no caso de perda da causa, não ter de pagar honorários ao advogado da parte contrária.
Como Anderson Dorneles era pobre na época, torna-se ainda mais admirável o fato de, em apenas seis anos, ele ter feito dinheiro suficiente para tornar-se sócio de um bar badalado, casar-se numa vinícola chique do Rio Grande do Sul e ter uma lua-de-mel luxuosa em Dubai, Abu Dhabi e Ilhas Maldivas. Sempre assessorando a mesma Dilma Rousseff que, em 2008, não lhe dava salário suficiente para pagar custas de processo.
No poder, o PT realizou a façanha de tirar os seus amigos das classes D e C e colocá-los na classe AAA.

Na ação que moveu contra o Itaú em 2008, Anderson Dorneles pediu Assistência Jurídica Gratuita, mas tinha advogado próprio: Douglas Franzoni Rodrigues (vejam resumo do documento abaixo).
Douglas Franzoni...Douglas Franzoni...
Douglas Franzoni é um dos sócios, no papel, do badaladíssimo RedBar, como já havíamos noticiado.
O advogado de Anderson Dorneles (e seu sócio) bateu ponto, entre outros lugares, pela Petrobras Distribuidora, ANTT e Casa Civil, sempre na órbita de Dilma Rousseff.
Douglas Franzoni é um "menino-satélite" de 'Diuma', digamos assim.

Resumo do Documento:
Julgador: Andréia Terre do Amaral 
Despacho: Defiro o benefício da assistência judiciária gratuita.
Passo à análise dos pleitos liminares:
- Cadastramento: A relação jurídica negocial entretida pelas partes tem, mediante a propositura da presente demanda, sua legalidade discutida em vários aspectos. Nessa perspectiva não se afigura legítima a inscrição da parte autora em cadastros de devedores, porquanto, ninguém ignora sua natureza restritiva de crédito, até que haja pronunciamento judicial acerca do que é devido e se o é.

Editorial O Estado de S. Paulo - 02 Fev 2016

Se em relação a Luiz Inácio Lula da Silva a Operação Lava Jato e afins não conseguirem revelar nada mais do que até agora veio a público, já estará mais do que demonstrado um traço importante do comportamento do ex-presidente que o desqualifica como homem público incorruptível ou, como ele próprio se definiu, a “alma mais honesta” do País: a promiscuidade com empresários corruptos como o ex-presidente da construtora OAS, condenado a 16 anos de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da Petrobrás.
Pressionado, Lula confessou, em nota divulgada por seu instituto, o que já se tornara indesmentível: fez uma visita, em 2014, a “uma unidade disponível para venda no condomínio”, o famoso tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, acompanhado de Marisa Letícia e de Léo Pinheiro, então firme no comando de sua empreiteira, que havia assumido a construção do prédio. Após a visita – segundo a nota, sob o título Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa –, o casal concluiu que o apartamento “não se adequava às necessidades e características da família, nas condições em que se encontrava”. Aparentemente, para satisfazer o casal, Léo Pinheiro mandou fazer novas reformas, que foram fiscalizadas, ainda segundo a nota, em outra visita de Marisa Letícia, desta vez acompanhada do filho Fábio Luís.
Não é necessário especular sobre os motivos que teriam levado a OAS a assumir a construção do Solaris após a quebra da Bancoop nem as razões que teriam convencido a família Lula da Silva a desistir da ideia de ter um luxuoso apartamento naquele prédio. A pergunta para a qual Lula não tem resposta é a seguinte: por que, afinal, Léo Pinheiro se dispôs a apresentar pessoalmente ao ilustre casal a reforma que sua construtora havia realizado no tríplex e, quando foi informado de que o imóvel “não se adequava às necessidades” de uma família exigente, ordenou nova reforma, que a própria ex-primeira-dama viria a conferir pessoalmente pelo menos uma vez?
As razões de Léo Pinheiro são fáceis de imaginar. Lula, na condição de ex-presidente da República e maior líder do partido que continuava no poder, já havia desembolsado boa soma para a aquisição do imóvel e, mais que isso, merecia a deferência especial da presença do dono da construtora na singela apresentação da unidade reformada. E Pinheiro acertou, pois os Lula da Silva efetivamente se interessaram pelo negócio, já que o generoso anfitrião do encontro garantiu que o deixaria nos trinques. Só desistiram dele, meses mais tarde, no segundo semestre do ano passado, depois que a imprensa passou a publicar, segundo a nota, “notícias infundadas, boatos e ilações que romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento”, seja lá o que isso queira dizer.
As razões de Lula, homem público com ambições que não esconde, é que interessam aos brasileiros. Não se trata de questionar a lisura do negócio em que a família se envolveu. Trata-se de constatar que Lula, que sempre demonstrou desprezo pelos rigores éticos da “moral burguesa”, se permitiu expor publicamente uma relação promíscua com um empresário desonesto – relação que, a bem da verdade, precede de muito o caso do tal tríplex – interessado em transformar “laços de amizade” em ativos financeiros.
A relação espúria Lula-Léo Pinheiro se reproduz em muitas outras do gênero que povoam o ambiente de promiscuidade entre política e negócios, com uma infinidade de “amigos do peito do presidente”. Ela é a própria essência do secular e corrupto sistema patrimonialista que trava o desenvolvimento do País. Um sistema que, pelas injustiças que tende a provocar – o caso Bancoop é um magnífico exemplo –, sempre esteve na mira do PT enquanto era oposição. Um sistema ao qual Lula e seus seguidores se renderam sem o menor constrangimento há 13 anos, sob o argumento falacioso de que, para fazer bem ao povo, é preciso garantir a “governabilidade” a qualquer custo. Essa é a verdadeira farsa que a Lava Jato está desmontando. Lula e seus fiéis escudeiros, tendo à frente o notório José Dirceu, sempre se apresentaram como heróis ao povo brasileiro. Nunca passaram de homens comuns, daqueles que se deixam corromper pelas circunstâncias. Ao contrário deles, heróis mudam as circunstâncias e conservam suas virtudes. Lula e a tigrada nunca foram nem serão heróis – não passam de homens ordinários. Ordinaríssimos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Imposto na Veia

Um dia na vida do desGoverno:
- 7h45 - Vigilante assiste, na portaria do Ministério da Fazenda, o telejornal Bom Dia Brasil na segunda feira, dia 1º de Fevereiro. O som está ligeiramente alto.
- 7h55 - O Ministro chega ao prédio e sobe pelo elevador de serviço. O elevador para no térreo para alguém entrar e o ministro consegue ouvir parte da matéria que o Bom Dia Brasil veicula: ... o segmento de sorvetes subiu quase 26% e chegou a um faturamento de R$ 25 bilhões em 2015...
- 7h59 - O ministro pergunta se o secretário da Receita Federal já chegou. O chefe de gabinete diz que vai verificar. O ministro pede para que ele venha até seu gabinete.
- 8h15 - O chefe de gabinete avisa ao ministro que o secretário da Receita Federal está na ante-sala. O ministro pede que ele aguarde um minutinho.
- 9h23 - O ministro avisa ao chefe de gabinete que o secretário da Receita Federal pode entrar.
- 9h25 - O secretário da Receita Federal adentra ao gabinete do ministro. Eles falam de futebol, tomam cafézinho, comentam sobre a estagiária nova que começou hoje...
- 9h50 - O ministro quer saber se o seguimento de sorvetes tem tido crescimento na arrecadação. O secretário da Receita Federal consulta seu tablet e confirma que sorvetes, chocolates e cigarros foram os únicos que tiveram crescimento na arrecadação de impostos.
- 9h55 - O ministro determina que o secretário da Receita Federal faça uma simulação para 2016 desses seguimentos. O secretário promete voltar no meio da tarde com os dados.
- 12h10 - O ministro sai para almoçar com um deputado da base aliada.
- 15h25 - O ministro retorna do almoço e pergunta ao chefe de gabinete se o secretário da Receita Federal está com os dados solicitados para os seguimentos de sorvetes, chocolates e cigarros.
- 16h05 - O chefe de gabinete informa que o secretário da Receita Federal está disponivel para apresentar os dados solicitados.
- 16h15 - O secretário da Receita Federal chega ao gabinete do ministro e inicia a apresentação dos dados solicitados.
- 17h00 - O ministro interrompe a apresentação do secretário da Receita Federal e pergunta: - mas até outubro qual seria o aumento de arrecadação se a liquota fosse maior como falamos?
- 17h20 - O secretário da Receita Federal conclui a simulação e informa o valor estimado...
- 17h21 - O ministro determina que seja aumentada a alíquota do imposto para esses seguimentos: sorvetes, chocolates e cigarros.

[ ... ]
ANTES MESMO DE OUTUBRO O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL OLHA ATENTAMENTE OS NÚMEROS E VERIFICA QUE CAIU A ARRECADAÇÃO DOS SEGUIMENTOS SORVETES, CHOCOLATES E CIGARROS. OLHA PARA O JORNAL CORREIO BRASILIENSE DOBRADO SOBRE A ESCRIVANINHA ONDE A MANCHETE INFORMA: CANDIDATO A PREFEITO APOIADO PELO MINISTRO DA FAZENDA NÃO CHEGA AO SEGUNDO TURNO.


Esta descrição é uma ficção, qualquer semelhança com fatos presentes, passados ou futuros será mera coincidência. Mas, coincidentemente, o imposto para esses segmentos subiu hoje!