terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, que tal começar entendendo um pouco mais mulheres e homens?
Um estudo publicado em 2008 pela American Psychological Association, com dados de 55 países, revelou que:
1. Há um padrão em todas as sociedades humanas pesquisadas, um resultado que independe de tradição cultural, religião, nível de renda, etnia, idade e etc., em que mulheres tendem (ênfase no “tendem”) a ser mais carinhosas, mais expressivas emocionalmente e ter mais aversão ao risco. Homens tendem (ênfase no “tendem”) a ser mais competitivos, mais propensos a assumir riscos e menos expressivos emocionalmente. Surpresa para você? Para mim, não.
2. Quanto mais rica e educada uma sociedade, mais essas diferenças ficam nítidas, o que pode surpreender a patrulha ideológica. Quando homens e mulheres têm mais acesso a educação e renda, mais eles assumem os papéis “tradicionais” ou "naturais" de homens e mulheres. Como disse o colunista de ciência do New York Times John Tierney, “aparentemente as diferenças de personalidade entre homens e mulheres são menores em culturas tradicionais como na Índia ou no Zimbábue do que na Holanda ou nos EUA. Um homem casado com uma dona-de-casa num clã patriarcal em Botsuana é "mais parecido" com a esposa do que um casal que trabalha fora na Dinamarca ou na França."
Outro estudo neurológico importante, feito por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, mostrou que os cérebros de homens e mulheres, após vistos em atividade utilizando as mais modernas técnicas de diagnóstico por imagem, funcionam de forma diferente. Não é questão de opinião, queridos, e a patrulha fascistóide pode reclamar à vontade contra os fatos. Os cérebros simplesmente funcionam de forma distinta, o que é comprovado cientificamente.
Para a médica PhD que conduziu a pesquisa, Dra. Ragini Verma, homens e mulheres “pensam diferente”. Homens teriam mais habilidades motoras e melhor percepção espacial, além de ser “monotemáticos”. Mulheres teriam mais memória, mais capacidade de adaptação social e são mais “multitarefa”. É claro que há exceções, mas esse é o padrão captado nos exames radiológicos e é o que mostra a experiência e o senso comum. O cérebro da mulher teria os hemisférios mais “colaborativos”, enquanto o cérebro masculino tende a focar mais em um ou outro hemisfério dependendo da tarefa.
Os antropólogos Mary C. Kuhn e Steven L. Stiner, da Universidade do Arizona, acreditam que foi exatamente a divisão de tarefas entre homens e mulheres que fez com que o homo sapiens vencesse os neandertais na luta pela sobrevivência. Os neandertais, talvez os primeiros defensores da ideologia do gênero, não viam diferença entre machos e fêmeas da espécie, o que fez com que virassem hoje apenas esqueletos em museus.
A jornalista e escritora Lori Gottlieb conduziu um longo estudo com milhares de mulheres e homens para saber como buscam novos parceiros para relações estáveis e descobriu características profundamente diferentes entre ambos. Dois exemplos:
1. Ela quis saber o que faz um solteiro dispensar um candidato ou candidata para um segundo encontro. Os homens citaram três motivos para não querer continuar se encontrando com uma determinada mulher. As mulheres citaram 300 motivos. Trezentos!
2. Ela perguntou a mulheres o que fariam se conhecessem um homem que fosse 80% do que elas consideram ideal. Elas responderam: “continuaria procurando”. A mesma pergunta, feita para homens, deu a resposta oposta: “80% do ideal? Eu caso na hora!" As respostas tinham variações, claro, pela idade. Os grupos foram divididos em solteiros na casa dos 20, dos 30 e dos 40 anos, com os mais velhos ficando, com o tempo, mais tolerantes com os potenciais parceiros.
Numa outra pesquisa, Lori Gottlieb quis saber como funcionavam os chamados “casamentos igualitários”, em que homens e mulheres dividiam todas as tarefas domésticas. Ela descobriu que os homens que varrem o chão e lavam pratos, por exemplo, recebem elogios mas, no geral, têm menos sexo com as esposas. As mulheres estudadas por Lori Gottlieb acham “suuuper bacana” os parceiros que cuidam da casa, mas transam menos com eles. Pense o que quiser sobre isso ou discuta com a jornalista ok? A matéria, publicada no New York Times, é essa:http://www.nytimes.com/…/does-a-more-equal-marriage-mean-le…
Ser intolerante com homossexuais, como são os psicopatas do ISIS, é tão primitivo e neandertal quando achar que homens e mulheres são biologicamente iguais, como defende a cartilha que é atualmente ensinada nas universidades com consequências desastrosas em termos de políticas públicas.
Nas escolas americanas, como consequência direta da praga politicamente correta, há o que a escritora Christina Hoff Sommers chama de “guerra aos meninos”. Toda a educação fundamental estaria voltada para valorizar as características femininas tradicionais em detrimento dos meninos, que estão rendendo menos, lendo menos, tirando menores notas e saindo mais da escola. Para o psicólogo Michael Thompson, hoje meninos são tratados nas escolas como “garotas com defeito”. Leia mais aqui:http://ideas.time.com/…/what-schools-can-do-to-help-boys-s…/
Se você quer comemorar o Dia Internacional da Mulher, comece permitindo que as mulheres sejam quem elas quiserem ser, sem patrulhas, sem histeria ativista, sem feminismo fascistóide. Deixe que sejam felizes como preferirem, seguindo suas vontades, instintos e emoções. A verdadeira liberdade não está em fazer homens se parecerem com mulheres ou vice-versa, mas deixar que sejam livres nas suas escolhas.
Vive la différence!
Link da pesquisa da American Psychological Association: http://psycnet.apa.org/…
Link da pesquisa da Universidade da Pensilvânia (Brain Connectivity Study Reveals Striking Differences Between Men and Women)http://www.med.upenn.edu/ap…/faculty/index.php/g275/p1938061
Alexandre Borges

Lula deveria contratar uma criança

No teatro infantil, com seus enredos básicos, sua comédia ingênua e seus exageros trágicos, as crianças se integram à catarse. Elas participam do espetáculo. Interferem na história, vaiam os vilões e torcem pelos herois. Avisam para a Chapeuzinho Vermelho, aos berros, que o Lobo Mau vai atacar. Às vezes, invadem o palco para evitar o ataque. O que faltou a Lula foi uma criança de cinco anos que saltasse da poltrona do teatro e gritasse para o mito do PT, a plenos pulmões: “Fuja dos seus amigos!”
Não bastasse o tríplex no Guarujá, que Lula alega ter desistido de comprar depois que virou escândalo; e o sítio de Atibaia, que virou escândalo porque o ex-soberano utiliza mesmo sem comprar, surge agora a cobertura de São Bernardo. Fica ao lado de outra cobertura, onde mora Lula. No papel, o imóvel foi “comprado” em 2011 por Glaucos da Costamarques, um primo do amigo José Carlos Bumlai, preso em Curitiba. Foi “alugado” para Lula, que prefere não ter vizinhos.
Presidente do Instituto Lula, o faz-tudo Paulo Okamotto explicou que o ex-soberano petista não quer ter ninguém morando do seu lado porque sabe do “desconforto” que é ter um vizinho político. Desconforto?!? Decerto Okamotto se refere ao risco de abrir a porta e dar de cara com agentes da Polícia Federal no hall do elevador. Mas as dúvidas continuam boiando no ar.
Por que diabos Lula não comprou, ele próprio, a cobertura ao lado? O primo de Bumlai afirma que pagou cerca de R$ 500 mil pelo imóvel. Isso é dinheiro de troco para Lula, um gênio das palestras invisíveis, que diz ter feito fortuna equiparando o preço de sua lábia à tabela de Bill Clinton, o conferencista mais caro do planeta.
Se houvesse uma criança de cinco anos na plateia, ao perceber que um primo de Bumlai entrara em cena, ela teria se esgoelado: “Não, não. Isso não!” Durante as visitas de Lula e Marisa Letícia às obras da reforma do tríplex do Guarujá, a criança teria entrado em desespero: “Pelo amor de Deus, do lado de Leo Pinheiro, dono da OAS, não!” Ao cruzar o portão do sítio de Atibaia, cedido pelos sócios de Lulinha e reformado pelo pool Odebrechet-OAS-Bumlai, a família Lula da Silva ouviria da criança: “Isso vai dar merda!”
Ah, que político imaculado seria Lula se tivesse do seu lado um conselheiro mirim, com cinco anos de idade!
Josias de Souza

segunda-feira, 7 de março de 2016

RBS vende operações em SC

Informações do portal Making Of dizem que nesta segunda-feira, dia 7, será formalizada a venda das empresas do Grupo RBS em Santa Catarina para um grupo de empresários brasileiros, entre eles o empresário paulista Carlos Sanchez, do Laboratório EMS e o investidor gaúcho Lírio Parisotto, do grupo Videolar.
Este dado também está estampado na coluna de Lauro Jardim em O Globo.

A negociação entre a  RBS e os empresários vem sendo realizada desde no ano passado. O assunto já estava entregue a Anatel, por serem concessões do governo. A Rede Globo, dona da programação de TV, já havia concordado com a transação. As negociações foram rápidas, mas a intenção de venda do grupo jornalístico é antiga.

A história começa com as renovações contratuais periódicas entre a Globo e a RBS ao longo dos anos – a venda da programação nacional e o retorno dos comerciais  veiculados no grupo. No início era um negócio conveniente, que gerava muito dinheiro na conta dos acionistas gaúchos, que puderam diversificar sua atuação comprando rádios e jornais. A ambição de ser um grupo nacional crescia, causando, entretanto, desconforto na rede nacional.

A RBS chegou a comprar uma rádio em São Paulo, que depois devolveu; negociou um jornal na Grande ABC, mas teve que abandonar a ideia; quis entrar no Paraná, em TV, mas a própria Globo ajudou acionistas da empresa paranaense para que isso não acontecesse; chegou a implantar o Canal Rural, nacional, mas a Globo entendeu  como um concorrente devido com a programação  nacional que  gerava. Acabou vendido.

Assim, a TVCOM RS e SC eram vistas como concorrentes e nunca tiveram a chance de crescer por causa disso. A visão da Globo é clara : produz vídeo, é concorrente.
Embora bem relacionadas, ao longo do tempo RBS-Globo arrefeceram a  relação. A RBS de certa maneira chegou a pensar internamente em devolver à Globo a programação catarinense.

No meio disso, surgiu a operação Zelotes, uma dívida da RBS com o fisco que foi levada ao CARF por um escritório terceirizado, a quem pagou cerca 5 milhões de reais. A dívida, na época, foi zerada.
Com as investigações da Polícia Federal e a divulgação nacional, citando a RBS como maior afiliada da Globo, os diretores foram chamados ao Rio para conversar.
Houve risco de descredenciamento do grupo. Foi por esse momento, que a RBS comunicou das negociações para transferência do grupo em Santa Catarina a terceiros.
A operação Zelotes está inconclusa, enquanto se dá a negociação de venda de parte do grupo em Santa Catarina, reconhecida pela produtividade nos negócios e audiência relevante.

A assessoria de imprensa do Grupo RBS negou a informação de que a empresa havia vendido as operações em Santa Catarina. "A respeito do que está circulando na internet, o Grupo RBS informa que não vendeu suas operações de rádio, televisão e jornal em Santa Catarina, onde segue operando normalmente."
Lírio Parisotto, 61 anos, foi seminarista, gerente de recursos humanos, bancário, médico e comerciante. Hoje é dono de uma fortuna de US$1,6 bilhão, boa parte em ações. Em 2015, foi considerado o 29º homem mais rico do Brasil, segundo a Revista Forbes.
Agora é preciso esperar as informações oficiais, acabando com as especulações. Ficaria claro os motivos formais tanto dos vendedores quanto dos compradores, bem como quais são suas intenções editoriais para o futuro.