sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Diretas Já" na Odebrecht e Petrobras

Acho absurdo que nenhum de nossos "intelectuais" se indigne que a Família Odebrecht continuará a ter ações ordinárias com direito a voto, em vez de ser obrigada a transformá-las em preferências sem direito a voto.
Acho absurdo que nenhum desses economistas Liberais, que hoje se sentem salvadores da pátria, se indignem que a Familia Odebrecht continuará mandando na Braskem, apesar de possuirem somente 33% do capital, por que o resto dos acionistas não tem direito a voto.
Acho absurdo que somente eu tenho sido a favor que a Petrobras transforme as suas ações preferências sem direito a voto, em ordinárias com direito a voto, uma Diretas Já na Petrobras.
E que ainda tem gente que se acha inteligente propondo a privatização da Petrobras. Como podem ser tão ignorantes?
Petrobras já é uma empresa privada, 62% do seu capital vem de pequenos acionistas sem direito de voto.
O PT controlava a Petrobras com somente 28% do capital, por que a maioria dos acionistas eram proibidos de votar.
E você provavelmente nem sabia disso, depois de 4 anos de notícias diárias sobre o assunto. Que tipo de jornalismo você adere?
E esse silêncio acionário era obtido em troca de dividendos 10% mais elevados.
Isso é uma compra de votos, proibido pela nossa Constituição.
O desconhecimento de princípios elementares de Administração de nossos jornalistas, economistas, FIESP, DEM, Bolsonaro, Aécio, Alkmin, Partido Novo, Leandro Karnal , é muito sério.
Se fossem bem formados deveriam estar, como eu, defendendo o direito de voto de todos os acionistas, Braskem, Petrobras, Odebrecht.
Mas esses imbecis, e desculpem não há outro termo, ficam defendendo a "privatização" da Petrobras.
Quando ela já é uma empresa majoritariamente de capital privado.
Vocês economistas que adoram Von Mises e Hayek, estudem um mínimo de administração antes de escreverem seus lindos textos a favor da Liberdade.
Nem sabem que capitalistas preferências não são livres para votar. Estamos com saco cheio de quem só sabe teoria.
Parem de ficarem mergulhados nos seus Mises, Hayek e Friedmans. Estudem o Brasil e quem entende.
Parem de perder seu tempo e o nosso pedindo que o Governo venda seu bloco de controle ao setor privado.
Lutemos por uma "Direitas Já" na Petrobrás, Braskem e Odebrecht até o Lindenberg e a Hoffman iriam nos apoiar.
Stephen Kanitz

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PMDB segue PT no Caminho Que Leva ao Brejo

“Esse momento não é de se entregar, é momento de reagir”, bradou, da tribuna do Senado, Jader Barbalho, pajé do PMDB do Pará. Incomodado com a invasão da Lava Jato aos salões do partido, o senador escalou a tribuna do Senado para se queixar da mídia e criticar os juízes e procuradores que se opõem ao projeto sobre abuso de autoridade. Para ele, esses setores tramam derrubar Michel Temer para reconduzir Fernando Henrique Cardoso à cadeira de presidente República.
Jader combinara o discurso com outros três correligionários: Renan Calheiros, Romero Jucá e Eunício Oliveira. Usou o mesmo tipo de retórica que embalou o PT no seu deslizamento rumo à trágica derrota eleitoral deste ano. Ao escalar suspeitos de corrupção para cuidar de sua defesa, o PMDB revela o mesmo fascínio suicida pelo caminho do brejo que os petistas desenvolveram desde o mensalão.
Não imaginem que estou vindo aqui para defender a mim e aos companheiros do meu partido. Não. Esse processo político é contra todos nós,” disse Jader para um plenário repleto. Ninguém se animou a aparteá-lo. “Esse processo é contra o Parlamento brasileiro”, ele prosseguiu. “Esse processo político é contra a democracia, é contra a elite empresarial brasileira.” Jader instou os colegas a reagirem, sob pena de o Congresso ficar “totalmente avacalhado”.
Difícil discutir com Jader ‘Sudam’ Barbalho sobre avacalhação. O senador é um especialista na matéria. O PMDB não poderia ter escolhido um porta-voz melhor. A reação sugerida por Jader parece improvável. Os responsáveis pela desmoralização do Congresso e pelo enfraquecimento do Executivo são pessoas muito poderosas. Ocupam cargos no Planalto e na Esplanada, exercem mandatos parlamentares. Para combatê-las de verdade, Jader precisaria guerrear com o espelho.
Josias de Souza

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Duas Categorias de Juízes

Sempre que o STF profere alguma decisão bizarra, o povo logo se apressa para sentenciar: “a Justiça no Brasil é uma piada”.
Nem se passa pela cabeça da galera que os outros juízes – sim, os OUTROS – se contorcem de vergonha com certas decisões da Suprema Corte, e não se sentem nem um pouco representados por ela.
O que muitos juízes sentem é que existem duas Justiças no Brasil. E essas Justiças não se misturam uma com a outra. Uma é a dos juízes por indicação política. A outra é a dos juízes concursados.
A Justiça do STF e a Justiça de primeiro grau revelam a existência de duas categorias de juízes que não se misturam. São como água e azeite. São dois mundos completamente isolados um do outro. Um não tem contato nenhum com o outro e um não se assemelha em nada com o outro. Um, muitas vezes, parece atuar contra o outro. Faz declarações contra o outro. E o outro, por muitas vezes, morre de vergonha do um.
Geralmente, o outro prefere que os “juízes” do STF sejam mesmo chamados de Ministros – para não confundir com os demais, os verdadeiros juízes.
A atual composição do STF revela que, dentre os 11 Ministros (sim, M-I-N-I-S-T-R-O-S!), apenas dois são magistrados de carreira: Rosa Weber e Luiz Fux. Ou seja: nove deles não têm a mais vaga ideia do que é gerir uma unidade judiciária a quilômetros de distância de sua família, em cidades pequenas de interior, com falta de mão-de-obra e de infra-estrutura, com uma demanda acachapante e praticamente inadministrável.
Julgam grandes causas – as mais importantes do Brasil – sem terem nunca sequer julgado um inventariozinho da dona Maria que morreu. Nem uma pensão alimentícia simplória. Nem uma medida para um menor infrator, nem um remédio para um doente, nem uma internação para um idoso, nem uma autorização para menor em eventos e viagens, nem uma partilhazinha de bens, nem uma aposentadoriazinha rural. Nada. NADA.
Certamente não fazem a menor ideia de como é visitar a casa humilde da senhorinha acamada que não se mexe, para propiciar-lhe a interdição. Nem imaginam como é desgastante a visita periódica ao presídio – e o percorrer por entre as celas. Nem sonham com as correições nos cartórios extrajudiciais. Nem supõem o que seja passar um dia inteiro ouvindo testemunhas e interrogando réus. Nunca presidiram uma sessão do Tribunal do Júri. Não conhecem as agruras, as dificuldades do interior. Não conhecem nada do que é ser juiz de primeiro grau. Nada.
Do alto de seus carros com motorista pagos com dinheiro público, não devem fazer a menor ideia de que ser juiz de verdade é não ter motorista nenhum. Ser juiz é andar com seu próprio carro – por sua conta e risco – nas estradas de terra do interior do Brasil. Talvez os Ministros nem saibam o que é uma estrada de terra – ou nem se lembrem mais o que é isso.
Às vezes, nem a gasolina ganhamos, tirando muitas vezes do nosso próprio bolso para sustentar o Estado, sem saber se um dia seremos reembolsados - muitas vezes não somos. Será que os juízes, digo, Ministros do STF sabem o que é passar por isso?
Por que será que os réus lutam tanto para serem julgados pelo STF (o famoso “foro privilegiado") – fugindo dos juízes de primeiro grau como o diabo foge da cruz?
Por que será que eles preferem ser julgados pelos “juízes” indicados politicamente, e não pelos juízes concursados?
É por essas e outras que, sem constrangimento algum, rogo-lhes: não me coloquem no mesmo balaio do STF. Faço parte da outra Justiça: a de VERDADE.
Ludmila Lins Grilo
Tribunal de Justiça de MG

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sobre o texto de José Padilha

O diretor de Tropa de Elite, Robocop e Narcos publicou um texto politicamente confuso hoje sobre a degradação do país e pregando a “desobediência civil”.
Como política não é exatamente a praia dele, é preciso fazer alguns esclarecimentos, especialmente porque está sendo bastante compartilhado por aí.
1) Padilha começa o texto dizendo que o Brasil teve uma “ditadura de direita”, uma referência que só serve como pagamento de pedágio ideológico para seus amigos de esquerda, já que ajuda pouco a entender o período de 1964 a 1985. Não há dúvidas que o país estava entregue ao caos em 1964 e, naquele momento histórico e naquelas circunstâncias, é perfeitamente possível se fazer a defesa da intervenção das Forças Armadas para reestabelecer a ordem. Já a manutenção dos militares no poder por 21 anos, não há como qualquer bípede justificar. Havia eleições presidenciais no país a cada cinco anos desde 1945 e se tivesse havido uma eleição direta e democrática em 1965, nem estaríamos falando disso agora. A duração do regime por duas décadas foi, evidentemente, um erro histórico imperdoável.
O mais importante é que o regime, de matriz positivista, nacionalista e tecnocrática, multiplicou por dez o número de estatais do país, gastou bilhões em obras de infraestrutura questionáveis e fez todo tipo de intervenção heterodoxa na economia. Não bastasse isso, a cultura, o ensino, o jornalismo e as artes foram entregues à esquerda, dentro de um raciocínio beócio e estúpido de que “não somos de esquerda nem de direita, somos técnicos acima das ideologias”, uma estultice ainda presente nas cabeças até de alguns que se dizem liberais mas, mesmo sem saber, bebem nas mesmas fontes fétidas de Augusto Comte.
Nas palavras de Olavo de Carvalho, “o progresso econômico dos anos 70-80 espalhou universidades por toda parte e multiplicou ilimitadamente o “proletariado intelectual”, como o chamava Otto Maria Carpeaux, a massa de estudantes semi-instruídos aos quais, ao mesmo tempo, o governo sonegava toda formação política conservadora, deixando-os à mercê dos professores esquerdistas que já naquela época monopolizavam as cátedras universitárias. A crença no poder mágico do crescimento econômico e a completa ignorância do fator cultural (que àquela altura os próprios comunistas já haviam compreendido ser o mais decisivo) selaram o destino do regime.” Nada a acrescentar.
O Brasil não teve um regime “de direita” no sentido liberal clássico, anti-estatista, anti-intervencionista, muito pelo contrário. Não houve nada que se pareça com o que foi o governo de Ronald Reagan ou de Margareth Thatcher, por exemplo, na mesma década que aqui é conhecida como “perdida”. “Ditadura de direita”, caro Padilha, é a mãe.
2) Ao perceber o tamanho do problema do país hoje, Padilha poderia optar por defender o desmonte do Leviatã estatal, mas ele opta pelo niilismo adolescente da “desobediência civil” e cita o misantropo Henry David Thoreau como referência. Ele poderia fazer um mea culpa, entender que as idéias estatizantes e esquerdistas que embalaram sua vida intelectual servem para perpetuar o problema que ele denuncia, mas em vez de um sincero arrependimento seguido de um amadurecimento ideológico em busca de uma sociedade mais moral e livre, em que as instituições são mero reflexo, ele prefere a reação birrenta de dizer que cansou de brincar de democracia e que se as idéias de esquerda não servem então nenhuma serve e vamos todos tocar fogo no mundo para ver o que dá.
Sou contra toda e qualquer “desobediência civil”? É óbvio que não, mas de que adianta fomentar este tipo de confrontação numa população que sequer possui um projeto de nação, um norte político e moral, um rumo para onde seguir, uma idéia do que colocar no lugar do que temos hoje? Não tenho qualquer fetiche pela mudança per si, é sempre possível mudar para pior. E é por isso que escrevi há poucos dias que há um vazio de poder e liderança no país, uma situação que não durará muito tempo, e que será resolvida para o bem ou para o mal. Quem, neste ponto, pode garantir que a mudança de regime hoje será para melhor?
3) Sobre o período lulo-petista, que ele cuidadosamente só se refere como “história recente do Brasil” mas sem dar nomes, Padilha aponta o dedo para o capitalismo "de compadrio”, de “laços" ou de “quadrilha”, a relação promíscua entre governo e empresários que participam de uma seleta casta de privilegiados que recebem benesses bilionárias do estado em troca de propinas. Não passa pela cabeça de Padilha que é exatamente o sistema intervencionista atual do país, o mesmo que faz com que praticamente toda a economia passe direta ou indiretamente pela ingerência do governo, que cria todo tipo de incentivo para que empresários quadrilheiros comprem vantagens no mercado paralelo da corrupção? Se o estado não tiver vantagens para vender, não há o mercado, é tão difícil de entender isso? Se o país não tiver banco público dando empréstimos subsidiados e muitíssimo abaixo do preço de mercado, não há o mercado de subornos para se conseguir estes empréstimos. Tão simples quanto isso.
Em vez de bater pezinho e dizer “ai ai ai, não vou pagar mais IPVA” (morando na Califórnia fica um pouco mais fácil, diga-se), que tal usar seu poder de influência, seu espaço na imprensa, sua força na indústria cultural, para atacar a verdadeira raiz do problema? Padilha me parece um brasileiro bem intencionado e sua indignação é legítima, mas não adianta dar o diagnóstico (que é o mesmo que todos nós temos) sem ter a menor idéia do tratamento necessário para curar a doença.
Temos um país hoje com escolas e universidades “ocupadas”, uma forma de “desobediência civil” que nasce do mesmo niilismo de esquerdista arrependido que inspira artigos como este. Alguém em sã consciência pode argumentar que estas “ocupações” fazem algo remotamente positivo para a educação brasileira? Por acaso alguém imagina que dos escombros de uma escola depredada ou invadida nascerá o Nobel que o Brasil nunca conquistou? Ah, faça-me o favor!
Não há praticamente nada no sistema político e econômico do Brasil que valha a pena “conservar”, o que torna o termo “conservador” hoje no Brasil praticamente uma contradição, já que é entre os “conservadores” hoje que se vê mais sede por mudança real, especialmente na implosão do monstro estatal que vampiriza o país há décadas. Meu “conservadorismo”, que vem de Burke, Tocqueville, Kirk, entre outros, não se parece em nada com a república sindicalista e intervencionista que Vargas criou e o lulo-petismo levou até o limite, deixando como legado a maior crise da história.
O Brasil precisa voltar a discutir abertamente seu passado e seu futuro, precisa tirar aos pontapés os ideólogos de sempre que comandam a indústria cultural e abrir novamente sua mente e sua alma para as idéias que comprovadamente deram certo no mundo.
O salto da crença irracional para o niilismo é apenas uma prova de que ainda é preciso muita leitura, reflexão e crescimento moral, intelectual e espiritual. Ou vamos "saltar da barbárie à decadência sem passar pela civilização"?
O otimismo utópico não pode ser substituído pelo pessimismo irresponsável, pelo ceticismo cego e paralisante, pelo quanto pior, melhor. É deste tipo de sentimento que se alimentam os recrutadores de black blocs, tudo que o Brasil não precisa agora ou na eleição de 2018.
- Desobediência civil - Jornal O Globo http://glo.bo/2hAnpFn
- Positivismo inconsciente (Olavo de Carvalho) http://bit.ly/2hcRAFV
By Alexandre Borges

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

CBF com Registro de Inocência

A CPI do Futebol encerrou nesta quarta-feira suas atividades ao votar o parecer final do relator Romero Jucá (PMDB-RR), que não pede o indiciamento de dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol, mesmo com indícios de esquemas de corrupção envolvendo o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, este prococurado pelo FBI e nem pode sair do Brasil; e os seus antecessores, José Maria Marin - preso nso EUA - e Ricardo Teixeira.
Na última reunião do colegiado, há duas semanas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o presidente da comissão, o ex-jogador Romário (PSB-RJ), apresentaram um relatório alternativo, em que pediam ao Ministério Público o indiciamento de SETE ex-diretores da CBF, além de dois empresários que assinaram contratos com a entidade. 
Romário e Randolfe alegaram que o relatório oficial da comissão era "chapa branca" e ignorava as investigações que apontavam ocorrência de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa.
De fato, Jucá admite em seu parecer que a CPI teve acesso a documentos que reforçavam o indício de crimes, mas que não seria a instituição mais adequada para dar prosseguimento à investigação. Por isso, ele apenas determina que os documentos sejam enviados para o Ministério Público e Receita Federal.
O líder do PT, senador Humberto Costa (PE) minimizou a questão (COMO COSTUMAM FAZER ESSES PROTETORES DE CRIMINOSOS) e defendeu que, independentemente de qual relatório é o oficial, nada impede que as autoridades usem as informações dos dois para dar prosseguimento às investigações. "Não faz diferença se o relatório votado será o oficial ou o alternativo. Ambos podem ser encaminhados para as instituições responsáveis. Já houve relatórios alternativos aqui que tiveram muito mais repercussões do que os relatórios oficiais. Isso não é um problema", afirmou. 
Nesta quarta-feira, os senadores preferiram votar o relatório oficial, que foi aprovado simbolicamente. Entretanto, Romário afirmou que o relatório alternativo também será enviado às autoridades competentes.
Quando STF se prosta diante de um presidente de poder legislativo e NADA faz para BARRAR as inúmeras irregularidades praticadas sob o manto da imunidade parlamentar, o que esperar de BANDIDOS eleitos para cargos para os quais só buscam proteção?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Desculpo, NÃO... Odebrecht

Alguém acabou morrendo ao dar a luz, nos confins do Brasil, porque não teve atendimento médico. Lá, não tem até hoje um miserável posto de saúde que seja...
O dinheiro que seria pra isso, foi parar nas mãos de um político da região, que assinou uma emenda ao orçamento da União, que fez uma licitação fajuta, que foi parar nas mãos da Odebrecht para construir um terminal qualquer de alguma coisa que nunca foi inaugurada.
Mas o político foi reeleito, porque o dinheiro sujo da Odebrecht, regou com gosto a campanha do parlamentar bandido.

A criança, graças a Deus sobreviveu, mas mal aprendeu a ler e escrever, porque a escola nunca foi construída... As aulas eram ministradas por uma valente alfabetizada, que se compadeceu a ensinar os barrigudinhos da região, sem nem mesmo ganhar salário pra isso.
- Não tem verba, disse algum prefeito na época.
Depois ele foi beber e comer com um representante da Odebrecht que lhe pagou propina pela obra de saneamento que não capta o esgoto e nem leva água encanada à casa nenhuma, mas de quatro em quatro anos ganha um reforço no orçamento para ampliação da rede...

A criança virou adolescente, que só consegue assinar o nome muito lentamente e não lê de 'carreirinha' nem mesmo os nomes na cédula de votação, escolhendo sempre o nome que o patrão lhe disse pra votar - que ninguém duvide - ser o mesmo lá do alto, que de emenda em emenda ao orçamento, deixou rico em Salvador um Odebrecht novinho em folha...

Um capataz agindo na região, arregimentou o quase homem para obra na cidade grande e lá se foi o rapaz, deixando semimorto o pai doente, que sem salário ou pensão, era sustentado pelos minguados cruzeiros novos que seu filho, agora operário da construção civil lhe enviava.
Foi trabalhar na construção da ponte, morar em canteiro de obra, ganhar quase igual as despesas de alimentação e pousada que a empreiteira cobrava. Pegou malária, foi picado por cobra, teve um pé quase decepado e foi encostado no INSS.
Quando estava novo, de novo, foi construir o fórum qualquer de Justiça, que através de licitação saiu mais caro que a nova rede de transporte urbano da metrópole inteira, mas ambas eram ganhos da Odebrecht que as emendas no orçamento sustentavam...

O pai morreu! Sem assistência médica, sem pensão, sem bem algum. O jeito foi trazer a madrasta e as irmãs pra juntar todos com seus próprios bacuris numa favela com esgoto a céu aberto, enquanto uma madame em Brasília se jactava de distribuir residências construídas pelas maiores empreiteiras do país, a preços populares... Não pra ele, que faiscava depois da jornada e nos fins de semana e mal dava pra dar de comer...
Mas para o Marcelinho, dono da empreiteira, tudo ia muito bem obrigado! Com dinheiro do governo financiando obras até no exterior, que um 'amigo' arranjava por uma módica comissão, uma reforminha num sítio ou um triplex na praia ou investimentos nas empresas do filho que largou emprego de bosta no zoológico.

Num confronto com policiais no morro, os traficantes se adonaram do barraco pra resistir e o tiroteio levou mais da metade dos seus... Balas perdidas, disseram. Do barraco, nada sobrou. Virou boca de fumo e tiveram que se mudar mais para o alto, reconstruindo tudo com zinco e papelão. Se a polícia tivesse equipamentos e armas iguais aos dos traficantes, não haveria guerra... talvez houvesse justiça, desde que os magistrados não fossem nomeados pelos interesses dos eleitos com caixa dois, pagos pela Odebrecht. Mas a policia usa revólver de seis tiros, de fabricação nacional e que vira e mexe explode seus próprios dedos das mãos... Falta combustível para as diligências, as cadeias estão apinhadas, enquanto na Papuda os raríssimos políticos presos tem ala diferenciada com TV... não raro é o policial que se sujeita ser vizinho na favela, do traficante que o espreita.

Outro dia bem cedo, depois de duas tentativas, conseguiu ir trabalhar pendurado num trem superlotado. A viagem de hora e meia não durou vinte minutos. O trem quebrou e largou todos nos trilhos, uma caminhada de mais meia hora até um ponto de ônibus pra completar o trajeto. Quando chegou pra trabalhar foi mandado para o RH, estava despedido.
Desorientado, foi atropelado ao atravessar a rua.
Chegou com vida ao pronto socorro, mas ficou na maca da ambulância por horas, até que morreu sem ser atendido. O estado diz que não tem verba pra melhorar o atendimento. Na TV, os jornalistas lamentam outras mortes, um 'comissionado' emite uma nota pra justificar o injustificável, enquanto a Odebrecht ganhava mais uma licitação na Petrobras, um estádio pra construir pra Copa, uma outra obra pra Olimpíada e as filhas do Marcelinho um iPhone novo...

Não,  Odebrecht...
Eu não desculpo nada!
Amanhã mesmo vocês vão ajudar a eleger o próximo vereador, deputado, senador, presidente da República... QUEM DUVIDA?
E nós vamos continuar convivendo com os Lewandowskys e Toffolis da vida, com os cretinos falsos democratas dos Gilmars Mendes, enquanto os Renans e Maias macomunados com os Temers, Lulas e Dilmas tentam impedir que os Moros PRENDAM vocês por toda esta desgraça que se instalou no Brasil... Sim! Foram vocês que FINANCIARAM toda esta corja que hoje habita Brasília, os palácios dos estados e municípios país afora... VOCÊS SÃO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS!
Perdão, Odebrecht? Isso é lá com DEUS.
Aqui comigo não!

domingo, 27 de novembro de 2016

FORO PRIVILEGIADO É COMO VACINA

NO BRASIL, se o cabra tem FORO PRIVILEGIADO, é como se tivesse VACINA contra a punição pela nossa justiça.
COINCIDENTEMENTE, só vai preso e tem seu crime provado, o cabra que PERDE o foro privilegiado. Veja por exemplo Eduardo Cunha, Delcídio do Amaral, Luis Estêvão...
Enquanto o sujeito está sob o guarda-chuva do STJ ou do STF, ou os delatores se retratam, ou a Policia Fedreal não encontra as provas e a PGR emite parecer pelo ARQUIVAMENTO como a Casa da Moeda imprime nota de UM real...
Vejam o resumo:


sábado, 26 de novembro de 2016

O Estado Invadiu Nossas Vidas

NINGUÉM se dá conta de como o ESTADO domina nossas vidas e faz com que os serviços sejam cada vez mais invasivos,,,
É quase assim:
– Telefonista: Pizza Boa, boa noite!
– Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas…
– Telefonista: Vai querer CPF na nota?
– Cliente: Sim, o meu número é 007 246 642 56.
– Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Otarianos, 19, Apartamento 09, e o número do seu telefone é o 3123 3210, certo?
O telefone do seu escritório na Liberty Tower é o 3224 3311 e seu celular 98765 4321, certo? 
– Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
– Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central do Governo
– Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa…
– Telefonista: Talvez não seja boa ideia…
– Cliente: O quê…?
– Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alto. Além disso, o seu seguro de vida, proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
– Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
– Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? Prometo, o senhor vai adorar!
– Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
– Telefonista: O senhor consultou a página ‘Receitas Gulosas com Soja da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27h e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos o que me leva a pensar que gostou do que viu e daí a minha sugestão…
– Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familia!
– Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os seus quatro filhos, pode ter a certeza.
– Cliente: Quanto é?
– Telefonista: São 89,99.
– Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
– Telefonista: Não é preciso, mas lamento, pois o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
– Cliente: Tudo bem. Posso ir  na Caixa sacar dinheiro antes que chegue a Pizza.
– Telefonista: Duvido que consiga já que a sua Conta Corrente está com o saldo negativo.
– Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
– Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso…
– Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
– Telefonista: Peço desculpa, mas também reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado, entretanto, como a sua moto está paga, pensei que fosse utilizá-la.
– Cliente: Fod…!
– Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado… Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2013 por xingar a PresidentA 'Diuma' no twitter.
– Cliente: (Silêncio)…
– Telefonista: Mais alguma coisa?
– Cliente: Não. É só isso… Ah, espere… Não se esqueça de mandar os 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
– Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 13 da Lei 13013/13, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas…
– Cliente: Ah! Vou atirar-me pela janela!
– Telefonista: Cuidado que pode torcer um pé, já que o senhor mora no térreo…!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Foi um respostão, Padilha

Repórter da Folha de S. Paulo entrevistou o cineasta José Padilha, de Tropa de Elite. O cineasta está em fase de preparação das filmagens do seriado LAVA JATO, que vai reproduzir na TV o trabalho da Força Tarefa do Ministério Público Federal e que desmascarou mais de 90% dos políticos brasileiros. Embora estes políticos continuem aparecendo de terno e gravata e vestidos de grife, com aquela cara de hipócritas, alegando que o Brasil só existe por causa deles...
Nossa imprensa, entretanto, continua 'chocada' com a vitória de Trump nas eleições americanas e com o descortinamento do palco político, flagrando todos como ladrões de dinheiro público. Os mesmos que sustentam os telejornais com suas declarações de inocentes e embasam as opiniões dos articulistas nos jornais. Resumindo: a imprensa projeta os parlamentares criminosos e busca difamar os que trabalham pelo país.
Mas esse descortinamento deixou nua a narrativa 'çocialista' dos últimos 30 anos, que nos recentes 13 anos foi agravada pela atuação COMUNISTA disfarçada de 'cuidado com os mais pobres'. A população já sabe quem é quem!

Pois o repórter, indignado com a atuação de um juiz federal que teve a petulância de JULGAR e CONDENAR, pior ainda, PRENDER, alguns dos 'guerreiros do povo brasileiro' e querer pegar no pé do chefão de todos eles, partiu pra cima de Sérgio Moro, comparando-o a Pablo Escobar, de recente trabalho do cineasta em NARCOS.
Pergunta do repórter:
Críticas a "Narcos" diziam respeito aos riscos de ver Pablo Escobar sob luz favorável. Não crê que a série pode contribuir para endeusar a figura controversa do juiz Sérgio Moro?
Resposta do cineasta:
A pergunta assume tacitamente a premissa de que Moro é uma figura controversa. Não sei se "ser controverso" é de fato uma propriedade de Sérgio Moro. Acho que "ser controverso" é, antes de mais nada, uma propriedade de qualquer pessoa que ofereça risco real ao PT e ao Lula.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

DESPREZO À POPULAÇÃO BRASILEIRA

No momento em que se aprofundam investigações acerca da corrupção envolvendo prestadoras de serviços à administração pública e agentes políticos de diversas esferas e de diferentes partidos, surgem notícias da criação de anistia a beneficiários de recursos não contabilizados, bem como de propinas e até mesmo daqueles que dissimularam ou ocultaram valores ilicitamente recebidos.

O delito chamado de Caixa 2 está previsto como falsidade ideológica no art. 350 do Código Eleitoral, consistente em deixar de registrar na contabilidade recursos recebidos. Se o legislador optar por melhor redação da figura penal, tal não consiste em apagar o fato delituoso realizado no passado e adequado ao descrito no Código Eleitoral. Muito menos, significa qualquer perdão ou apagamento de corrupção ou lavagem de dinheiro travestida em contribuição eleitoral, por ser depositada na conta de partido político.

Constitui um tapa na cara da sofrida população brasileira pretenderem os parlamentares legislar em causa própria, para se auto beneficiar e escapar da justiça penal pela porta dos fundos por via de anistia que concedem a si mesmos.

Há, nesta proposta de lei, uma traição ao compromisso que fazem os deputados ao tomar posse de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, pois se afronta gravemente o princípio da moralidade, dado elementar de nossa constituição, bem como se atinge o sentimento de honradez do povo brasileiro, cansado da corrupção que destruiu o patrimônio da Nação, criando imenso descrédito para a já abalada democracia brasileira.

Em benefício do nosso povo e para preservação do Estado de Direito Democrático, representantes de entidades da sociedade civil e de movimentos sociais vêm manifestar sua indignação à proposta sibilina, oculta e desonesta de alguns deputados que pretendem, pela anistia, se auto proteger ou proteger políticos correligionários.

Esta iniciativa revela o imenso desprezo que dispensam os parlamentares ao sentimento de justiça vivenciado por toda a população. Deve a sociedade brasileira repudiar esta anistia cozinhada às escondidas por maus brasileiros que se dizem seus representantes.

sábado, 19 de novembro de 2016

SENADO BRASILEIRO SEM PRESIDENTE

O SENADO DO BRASIL NÃO TEM UM PRESIDENTE, 
É RENAN CALHEIROS QUE TEM UM SENADO NO BRASIL...


O Brasil tem que ter cuidado para não irritar Renan Calheiros. Irritado, Renan paralisaria a votação das reformas. Renan já coleciona 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Uma dúzia de processos! A 12ª investigação acaba de ser aberta. Mas não convém falar sobre isso em voz alta. Faça como o Planalto, o Congresso e o próprio Supremo. Suprima dos seus hábitos o ponto de exclamação. Vamos lá, é pelo bem da República. É absurdo? Sim, mas o absurdo vai adquirindo uma admirável naturalidade.
Oito dos inquéritos abertos contra Renan referem-se à Lava Jato. Um diz respeito à Operação Zelotes. Outro trata do recebimento de propinas na obra da hidrelétrica de Belo Monte. Há até um processo que já virou denúncia formal da Procuradoria. Renan é acusado de pagar com propinas da Mendes Júnior a pensão de uma filha que teve fora do casamento. Coisa de 2007. E o Supremo não julga.
O inquérito de número 12 destina-se a apurar uma movimentação bancária de Renan incompatível com sua renda. Farejaram-se nas contas do senador algo como R$ 5,7 milhões. O diabo é que, quanto mais Renan se encrenca, menos os senadores, as autoridades do governo e os ministros do Supremo se espantam. A República se faz de morta para não irritar Renan, que continua fazendo o favor de presidir o Senado. Irritado, Renan pode colocar a sua pauta da vingança à frente da PEC do teto dos gastos públicos.
Quando Renan estufa o peito como uma segunda barriga e torce o nariz para alguma coisa, faz-se um silêncio reverencial ao redor. Paralisam-se os processos. Fecham-se as gavetas de Cármen Lúcia, a presidente do Supremo. Protela-se o anúncio do veredicto da Suprema Corte que sacramentará o entendimento segundo o qual réus não podem ocupar cargos na linha de sucessão da Presidência da República.
Aos pouquinhos, vai ficando claro que o Senado não tem um presidente. Renan Calheiros é que tem o Senado. A vida pública de Renan não é do interesse de ninguém. O país é que atrapalha a vida privada do senador. A República virou um puxadinho da cozinha de Renan, num processo muito parecido com o que os historiadores costumam chamar de patrimonialismo.
Josias de Souza

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Democracia nos Olhos dos Outros é Pimenta

Primeiramente... VIVA A DEMOCRACIA!

Só para lembrar alguns 'donos da verdade', separei estas citações:

- Winston Churchill: "A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não ha nenhum sistema melhor que ela" ou ainda "A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais".
- Ruy Barbosa: "A pior democracia é preferível à melhor das ditaduras".
- Aristóteles: "A democracia surgiu quando, devido ao facto de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si".

Dito isso, vamos ao fato:

Um grupo de 50, 70 pessoas, invadiram o plenário da Câmara Federal e tomaram a Mesa Diretora aos gritos de Moro, Moro, Moro... A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha... General, Aqui... cantaram o Hino Nacional, fizeram discursos, foram confrontados, a Polícia Legislativa os colocou pra fora.
Está tudo documentado por imagens, desde a entrada - onde quebraram uma porta de vidro - até a saída, alguns carregados pelos policiais da Câmara.

Nos dias que se seguiram, li e ouvi de tudo na imprensa e nas redes sociais. Nas redes, pessoas lamentavam não poder estar junto para fazer coro com os manifestantes. Outros, lamentavam a invasão, considerando uma afronta contra a democracia ou na melhor das hipóteses, uma estupidez do grupo.

Mas vou destacar aqui o comentário da jornalista da Rede Globo e Rádio CBN: Mirian Leitão.
Segundo ela, isso foi um CRIME contra a democracia. Ela considera que o grupo fez apologia à ditadura e isso é inaceitável. Foi além: pediu investigação e punição para os envolvidos.

Mirian Leitão foi presa durante a ditadura, não tenho notícia de que foi torturada.
Mirian Leitão apoiava as forças de esquerda que queriam implantar a ditadura do proletariado.
Mirian Leitão, acho, evoluiu. Agora ela quer DEMOCRACIA.

Mas eu lembro bem, durante o primeiro governo do presidente Lula, Mirian Leitão tinha orgasmos economicos nos seus comentários sobre a condução do país por este senhor...
Mirian Leitão só começou a confrontar a política economica 'çocialista' logo depois da reeleição de 'Diuma'...

Não!
Não lembro de Mirian Leitão criticando a APOLOGIA À DITADURA dos petistas, apoiando os regimes de Cuba, Coréia do Norte, China, Equador, Argentina, Bolívia, Venezuela e algumas outras ditaduras da África.
Não lembro de Mirian Leitão criticando as remessas de dinheiro dos impostos dos brasileiros para obras de infraestrutura nesses países, ou ainda, perdão de dívidas de alguns deles... Pelo menos não antes de 'Diuma' ser processada por crime de responsabilidade.
Não lembro de Mirian Leitão 'achar' estranho quando o país fez duas grandes reformas do Maracanã em menos de 5 anos... Nem dos preços superfaturados para as obras das grandes empreiteiras em obras para o desGoverno e as estatais. Sobrava dinheiro para a publicidade estatal nos órgãos de imprensa onde esta senhora 'comentava'.

Não!
Não concordo que ninguém entre sem ser convidado em edificação pública ou privada.
Mas nossos deputados (e senadores e governantes) não são assim uma gente de quem podemos nos orgulhar ou DEFENDER. Pelo contrário, a imensa maioria - conta-se no dedos das mãos a minoria - é BANDIDO.
Então, assim como eles ficam ano após ano CONSUMINDO o dinheiro que o cidadão paga na forma de impostos e taxas, e que, quando não estão simplesmente CONSUMINDO, estão arrumando um jeito de ampliar o CONSUMO próprio, aumentar o valor a ser pago pelo cidadão e fazendo cara de paisagem para os problemas do Brasil e do seu povo; este grupo de cidadãos, num dia de 'saco cheio', resolveram se fazer OUVIR a qualquer custo.

E ao contrário do que pensa Mirian Leitão, isso TAMBÉM é DEMOCRACIA.
Tão 'bandida' quanto a corrupção em que estão envolvidos os deputados (e senadores também);
Tão reprovável quanto as apologias às DITADURAS feitas pelos 'çocialistas' esses anos todos;
Tão errada quanto os discursos MENTIROSOS que estão registrados em áudio, video e estampado nos jornais e revistas, desses que pegaram em ARMAS contra a ditadura, para implantar outra ditadura... a que eles achavam ser a perfeita!

Mas só esses que invadiram a Câmara nessa semana devem ser PUNIDOS...

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

POSICIONAMENTO DE TRÊS PASSOS

Como Donald Trump Usou Posicionamento de 3 Passos Para Chegar à Presidência (E Como Você Pode Tirar Proveito)
Não se fala em outra coisa. O Mundo acordou apavorado com a eleição de Donald Trump. “Como é possível?”, “Mas a Hillary tinha essa eleição ganha! O que houve?” pensam muitos.
AVISO: Eu não sou analista político, por isso não julgo a capacidade de execução ou mérito de um ou outro candidato para o cargo. O objetivo desse texto é só analisar como ele usou diferenciação para conquistar o cargo de homem mais poderoso do mundo.
Não dá pra negar que a estratégia dele funcionou. Ele foi eleito. Vamos tentar analisar o que ele fez para ter sucesso.
Olha só...
Se você tem acesso a Netflix, talvez já tenha visto a série Black Mirror. Super recomendo.
Nela tem um episódio onde um desenho animado chamado “Waldo”, que se candidata a um cargo político... e é eleito!
Ele ganha pois ele não seguia o padrão “político tradicional”. Ele era sincero, genuíno, transparente… e dizia o que as pessoas pensavam, não o que era politicamente certo.
Trump ganhou muita exposição na mídia fazendo justamente isso: indo contra o politicamente correto, falando o que seu público-alvo pensa, mas que nenhum político tinha coragem de falar.
Tem muita droga nas ruas? Culpa dos mexicanos. Bora construir um muro. Terrorismo? Vamos expulsar os muçulmanos. Cansado dos políticos atuais? A Hillary é mentirosa e política profissional. Não vote nela!
Etc, etc, etc.
Trump conseguiu identificar uma dor, um incômodo enorme na população: de que as coisas não estão legais. E ele achou culpados para isso. E de quebra, prometeu resolver se fosse eleito.. mas você tem que ajudar ele a ajudar você.
Assim, ele criou um posicionamento de “solução inédita”, que nunca houve antes. Não do jeito que ele promete. As soluções que ele propôs caíram como música para quem já pensava que fazer mais do mesmo (elegendo a Hillary), não iria resolver mesmo.
Porque não tentar algo novo?
O slogan “Fazer a América Grande Novamente” remete justamente isso: de que as soluções de antigamente deram certo, elas que fizeram a America ser grande. E parar de fazer isso para começar a fazer o “politicamente correto” (proposta da Hillary) foi o que fez a coisa sair dos trilhos… não sei se é verdade, mas funcionou. É isso que muita gente queria ouvir.
Esse saudosismo mexe com o lado emocional da mente, não com o lógico. A Hillary, por sua vez, representava (aos olhos de muitos eleitores) um blá, blá, blá, que não iria fazer diferença. Extremamente baunilha, insossa, sem sal. Tanto que taxa de rejeição dela chegava a 70%.
Se tem que tomar um remédio, que seja o mais amargo, mais forte… mas que tem mais cara de que vai dar certo.
O que podemos aprender com isso? Como você pode aplicar isso na sua empresa?
1. Descubra a Dor Do Seu Cliente
O maior erro que vejo é você criar algo pra vender, e depois tentar achar quem queira compra. Está errado. Primeiro encontre a fome/sede/dor do seu cliente… e depois você corre atrás de uma solução para ele. Aí certamente ele vai querer.
Trump fez isso magistralmente. Mapeou as maiores insatisfações das pessoas e baseou sua campanha toda em cima dessas dores. Funciona pois ele não inventou nada… elas de fato existem. E as pessoas não podiam negar.
2. Encontre Uma Explicação
Mostre para seus clientes a razão de ele estar sentindo aquela dor/dificuldade/problema. Explique de onde vem aquilo e preferencialmente aponte os culpados. Pode ser o governo, o universo, a concorrência, a crise, o sistema de educação… mostre que você tem o mesmo inimigo que seu cliente e ele vai gostar muito mais de você logo na arrancada.
Sue cliente precisa pensar “Hmmm, faz sentido. Nunca pensei dessa forma antes”. Ai você prepara o terreno para a próxima fase.
3. Crie Uma Solução Diferente
A maior vulnerabilidade da Hillary foi não poder colocar a culpa das coisas erradas em ninguém, pois seu partido estava no poder por 8 anos. Logo, as soluções dela não tinham um elemento crucial: o fator novidade.
Trump explorou isso e você também deve usar isso no seu posicionamento. Explique que a sua proposta de solução para o problema é nova por motivos X, Y ou Z. O iPhone tinha tela touch. Netflix deixa você ver o que quiser na hora que quiser. O carro da Tesla não usa gasolina.
E você? Qual a novidade da sua solução?
Sua novidade pode ser/incluir:
- Sua historia, origem;
- Sua embalagem;
- Sua maneira de usar/aplicar;
- A experiência do cliente, superior aos demais;
- Sua promessa de resultados esperados;
É isso. Dor real ==> Explicação Convincente ==> Solução nova.
Se você conseguir alinhar esses 3 elementos, seu novo posicionamento pode levar para você a um nível inédito no seu negócio.
Funcionou para o Trump. Aposto que pode funcionar para você.
Compartilhe esse artigo ou marque seus amigos abaixo nos comentários, que tem interesse em aprender mais sobre posicionamento e diferenciação.
By Pedro Superti - Facebook

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

STF comprova: Justiça tarda, mas não chega.

O Supremo Tribunal Federal demonstrou nesta quinta-feira que a Justiça não é apenas cega. Sua balança está desregulada. E a espada perdeu o fio. Formou-se no plenário do Supremo uma maioria de seis votos a favor do entendimento segundo o qual réus não podem ocupar cargos situados na linha de sucessão da Presidência da República. Porém, antes que o veredicto pudesse ser proclamado um dos ministros, Dias Toffoli, pediu vista do processo. Adiou-se o desfecho do caso para uma data indefinida.
Costuma-se dizer que os ministros do Supremo estão sentados à direita de Deus. No caso de Toffoli, ficou entendido que, o ministro está sentado ao lado de alguém que se considera acima de Deus. O adiamento do anúncio do veredicto que veta a presença de réus em cargos que podem levar seus ocupantes ao exercício da Presidência beneficiou uma única e suprema divindade: o presidente do Senado Federal.
Ao protelar o veredicto, o Supremo estendeu um tapete vermelho para que Renan Calheiros desfile seu rastro pegajoso de processos no comando do Senado até fevereiro de 2017, quando termina sua presidência. O senador responde a 12 processos no Supremo. Uma denúncia que poderia convertê-lo em réu aguarda por um julgamento há 3 anos e oito meses.
Ao poupar Renan, o Supremo ajuda o investigado. Socorre também o governo Michel Temer, que trata o encrencado como herói das reformas no Senado. A Suprema Corte só não ajuda à sociedade brasileira, atormentada pela constatação de que a Justiça tarda, mas não chega.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PGR x STF = MOROSIDADE?

A Procuradoria-Geral da República reduziu o tempo que leva para se manifestar sobre inquéritos que envolvem políticos com foro privilegiado.
O período de ''vista à PGR'' em inquéritos no Supremo, momento em que o Ministério Público elabora parecer sobre os processos, reduziu 91% de 2001 a 2016.
Hoje, o procurador-geral Rodrigo Janot leva, em média, 50 dias para analisar cada ação.
Há 15 anos, quando a PGR estava sob o comando de Geraldo Brindeiro, o prazo era de 560 dias.
Cerca de 130 inquéritos contra políticos com foro privilegiado foram analisados pela PGR neste ano de 2016. Desses, 17 viraram ações penais. Ou seja, as denúncias foram aceitas.
Manifestações do Ministério Público nesta fase são ainda mais rápidas. Neste ano, cada ação penal recebeu um parecer da PGR, em média, em 23 dias.
O período é 95% menor do que o registrado em 2001, quando apenas 2 pareceres foram requisitados.
Já os julgamentos de ações penais no STF estão mais lentos. O Supremo leva, em média, 1.237 dias para julgar esse tipo de processo contra políticos. O número é 23 vezes maior do que o registrado em 2002, quando o prazo era de 65 dias.
A operação Lava Jato é uma das responsáveis pelo retardamento dos julgamentos. Cerca de 230 novos inquéritos e 65 ações penais contra políticos com foro foram abertos no Supremo somente em 2015.
O STF, porém, conseguiu reduzir o tempo médio de tramitação dos inquéritos. Eram 1.297 dias, em 2002. Hoje, são 615.
Os dados são de estudo da Fundação Getulio Vargas, ainda em elaboração, as informações são do repórter Victor Fernandes (UOL), via site do jornalista FernandoRodrigues. A tabela a seguir, resume os dados e permite uma melhor visualização.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

sábado, 29 de outubro de 2016

A Milicia de Calheiros e o Abuso de Poder

A prisão, no recinto do Senado Federal, do chefe da sua milícia – o Pedrão – e três de seus companheiros põe à mostra até que ponto os donos daquela Casa, nas últimas décadas, a tornaram um feudo para a prática de grandes crimes e de refúgio de notórios corruptos. Para tanto os sucessivos presidentes do outrora respeitável Senado da República formaram uma milícia, totalmete à margem do sistema constitucional, a que, pomposamente, denominaram “Polícia Legislativa”, também alcunhada de “Polícia do Senado”.
Não se podem negar a esse agora notório exército particular relevantes trabalhos de inteligência – do tipo CIA, KGB –, como a célebre violação do painel de votações daquele augusto cenáculo, ao tempo do saudoso Antônio Carlos Magalhães e do lendário José Roberto Arruda, então senador e depois impoluto governador do Distrito Federal. E nessa mesma linha de sofisticação tecnológica a serviço do crime – agora de obstrução de Justiça – a milícia daquela Casa de Leis promove “varreduras”, nos gabinetes e nos solares e magníficos apartamentos onde vivem esses varões da República, a fim de destruir qualquer prova de áudio que porventura possa a Polícia Federal obter no âmbito das investigações instauradas pelo STF.
Acontece que o poder de polícia só pode ser exercido pelos órgãos instituídos na Carta de 1988, no seu artigo 144, e refletidos nos artigos 21, 22 e 42, dentro do princípio constitucional de assegurar as liberdades públicas. Assim, somente podem compor o organograma da segurança pública constitucional a Polícia Federal (incluindo a Rodoviária e a Ferroviária) e as Polícias Civis e Militares dos Estados (incluindo o Corpo de Bombeiros).
Nenhum outro corpo policial pode existir na República. Se não fosse assim, cada órgão de poder criaria a sua “polícia” própria, como a que existe no Senado. Também seriam criadas tais forças marginais nos tribunais superiores e nos Tribunais de Justiça dos Estados, nas Assembleias Legislativas, nos Tribunais de Contas, nas Câmaras Municipais, cada um com seu exército particular voltado para contrastar e a se opor aos órgãos policiais que compõem o estrito e limitado quadro de segurança pública estabelecido na Constituição.
Cabe, a propósito, ressaltar que todos os órgãos policiais criados na Carta Magna de 1988 estão submetidos à severa jurisdição administrativa do Poder Executivo, da União e dos Estados, sob o fundamento crucial de que nenhum ente público armado pode ser autônomo, sob pena de se tornar uma milícia. Nem as Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – fogem a essa regra de submissão absoluta ao Ministério da Defesa, pelo mesmo fundamento.
E não é que vem agora o atual chefe da nossa Câmara Alta declarar textualmente que a “polícia legislativa exerce atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento do Senado”? Vai mais longe o ousado presidente do Congresso Nacional, ao afirmar que o Poder Legislativo foi “ultrajado” pela presença, naquele templo sagrado, da Polícia Federal, autorizada pelo Poder Judiciário. Afinal, para o senhor Renan, o território do Senado é defendido pela chamada polícia legislativa. Ali não pode entrar a Polícia Federal, ainda mais para prender o próprio chefe da milícia – o Pedrão.
E com esse gesto heroico o preclaro chefe do Congresso Nacional proclama mais uma aberração: o da extraterritorialidade interna.
Como se sabe, a extraterritorialidade é concedida às embaixadas estrangeiras que se credenciam num país e ali têm instalada a sua representação diplomática. Trata-se, no caso, da extraterritorialidade externa, que garante a inviolabilidade da embaixada e a imunidade de jurisdição de seus membros, em tempos de paz e de guerra.
Mas não para aí a extraterritorialidade interna proclamada pelo grande caudilho do Senado. As palacianas residências e os apartamentos dos senadores e senadoras tampouco podem ser violadas pela Polícia Federal. Trata-se de um novo conceito de Direito Internacional Público inventado pelo grande estadista pátrio: a noção de extraterritorialidade estendida. Ou seja, o domicílio de um representante do povo é incólume às incursões da Polícia Federal autorizadas pelo Poder Judiciário.
Foi o que ocorreu em agosto, quando o ilustre marido de uma senadora do Paraná foi preso na residência do casal e dali foram retirados documentos comprometedores. A reação foi imediata: marido de senadora, estando na casa onde com ela coabita, não pode ser ali preso, pois se trata de espaço extraterritorial interno estendido!
E assim vai o nosso país, que não para de andar de lado em matéria de instituições republicanas. E o fenômeno é impressionante. Basta o sr. Calheiros declarar que o território do Senado é inviolável para que a tese seja acolhida por um ministro do Supremo, numa desmoralização do próprio Poder Judiciário, que se autodesautoriza, na pessoa do ilustre magistrado de primeiro grau que acolheu as providências da Polícia Federal no território livre do Senado Federal.
E, last but not least, o senhor das Alagoas, não contente com o reconhecimento da legitimidade de sua milícia e da extraterritorialidade interna, por força do despacho do ministro Teori Zavascki, propõe-se, com o maior rompante, próprio dos destemidos senhores medievais, a cercear as atividades da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário, sob a égide do abuso do poder, para, assim, livrar-se, ele próprio, e liberar dezenas de representantes do povo no Congresso do vexame das “perseguições políticas” que se escondem nos processos por crime de corrupção, que nunca praticaram, imagine!
E vivam o foro privilegiado, a futura Lei de Abuso de Autoridade e os demais instrumentos e interpretações, omissões e postergações do STF, que, cada vez mais, garante a impunidade desses monstros que dominam o nosso Congresso Nacional, sob o manto de lídimos representantes do povo brasileiro.
Que vexame, que vergonha!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Brasil Inundado por Armas para os Bandidos

Órgãos de inteligência do governo federal receiam que ocorra uma elevação no volume do armamento que entra ilegalmente no Brasil. Avaliam que é grande o risco de o país sofrer o que um ministro chama de “inundação de armas”. Elas passaram a chegar em maior quantidade de dois países vizinhos: Venezuela e Colômbia. E reforçam o arsenal do crime organizado, sobretudo no Rio e em São Paulo.
Relatórios sigilosos vinculam o incremento no comércio ilegal de armas a dois fenômenos: o derretimento do regime bolivariano na Venezuela e a desmobilização das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Armadas pelo ex-presidente Hugo Chávez, morto em 2013, milícias pró-governo descobriram na venda de fuzis uma fonte de renda para enfrentar a crise na Venezuela. Guerrilheiros das Farc também levam suas armas ao balcão.
A elevação da oferta provoca um barateamento do produto. Em consequência, cresce o volume de vendas. São cada vez mais frequentes as apreensões de armas de fabricação Russa nas mãos de criminosos brasileiros. Suspeita-se que tenham sido originalmente importadas pelo governo de Hugo Chávez, que se dissolve nas mãos do sucessor Nicolás Maduro.
Outra grande preocupação do governo na área da segurança pública é a “nacionalização” das facções criminosas de São Paulo (Primeiro Comando da Capital, PCC) e do Rio de Janeiro (Comando Vermelho, CV). Elas já controlam os principais presídios do Norte e do Nordeste. Estiveram por trás dos surtos de violência que ocorreram recentemente no Maranhão, no Rio Grande do Norte, Roraima e Rondônia.
O expansão do PCC é a que mais inquieta o setor de inteligência. A organização criminosa paulista revela-se mais uniforme e dispõe de maior capacidade econômica do que sua congênere carioca. Já começou a operar no Paraguai, onde disputa território com quadrilhas locais. Avalia-se em Brasília que o PCC persegue o modelo do Cartel de Medellín —a rede de traficantes de drogas que surgiu na Colômbia na década de 1970 e se espalhou na década de 1980 por países como Bolívia, Peru, Honduras e até Estados Unidos.
As inquietações do setor de inteligência contrastam com a incapacidade que o Estado vem demonstrando no Brasil de lidar com o avanço da criminalidade. O crime é organizado porque os governos estaduais e a União revelam-se cada vez maos avacalhados. A penúria do Tesouro Nacional e a ruína dos cofres estaduais tendem a agravar o problema.
By Josias de Souza

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

PEC 241 - A lenda 'çocialista'

Não suporto gente que fica MARTELANDO uma coisa que não existe...
Vou dar a essa gente que fica MARTELANDO sobre a PEC 241 reduzir o investimento em EDUCAÇÃO, uma chance de PARAR de reproduzir lixo e besteira nas redes sociais.
Não seria preciso, se pelo menos tivessem o trabalho de LER a PEC, mas não leem. Ficam só compartilhando asneiras ideológicas.
Leiam este textinho extraido da Folha de S.Paulo, onde escrevem os piores articulistas vermelho-sangue dos assassinados pelos regimes 'çocialistas' pelo mundo:

"Vejam, por exemplo, a pérola de Vladimir Safatle, aqui na Folha: 'o Brasil gasta US$ 3.000 por aluno do ensino básico, enquanto os outros países da OCDE (...) gastam, em média, US$ 8.200', concluindo que a situação piorará nos próximos 20 anos, por conta e obra da PEC 241.
À parte comparar o Brasil (renda per capita ao redor de US$ 15 mil) com países bem mais ricos (renda per capita média na casa de US$ 37 mil), Safatle se "esquece" de mencionar que: 
(1) o gasto com educação básica (três quartos da despesa pública com educação em geral) é de responsabilidade de Estados e municípios, que não estão sujeitos ao teto (assim como o Fundeb); 
(2) esse gasto representa 18% da despesa pública total, o que colocaria o Brasil em terceiro lugar entre países da OCDE, bem acima da média; 
(3) o gasto total com educação no Brasil é de 5,6% do PIB, pouco superior à média da OCDE (5,2% do PIB); 
(4) apesar disso, os resultados do país são lamentáveis (58º entre 65 países no exame Pisa); e, finalmente, 
(5) a PEC não limita o gasto com educação, que pode subir mais do que a inflação, desde que outras despesas cresçam menos.
Alguns desses pontos requerem 15 minutos de pesquisa; outros seriam esclarecidos com a mera leitura da PEC 241, que anuncia sua aplicação apenas para o governo federal no artigo 101, enquanto o artigo 104 deixa claro haver piso (mas não teto) de gasto em saúde e educação. Isto dito, para que se dar ao trabalho de ler a proposta e pesquisar se a conclusão está tomada a priori?"

terça-feira, 18 de outubro de 2016

TSE Está só Brincando

Subiu para R$ 1,41 bilhão o montante de doações eleitorais suspeitas na campanha municipal de 2016. Isso correponde a mais da metade de todo o dinheiro doado a candidatos e partidos: R$ 2,227 bilhões. A nova cifra foi revelada no levantamento mais recente do Tribunal Superior Eleitoral, divulgado nesta segunda-feira. Entre os lançamentos suspeitos há um beneficiário do Bolsa Família que aparece como doador de R$ 75 milhões. Outro beneficiário do programa assistencial do governo emerge do cruzamento de dados como sócio de uma empresa de produções que faturou R$ 3,57 milhões por serviços prestados às campanhas.
Outro doador despejou nas campanhas R$ 50 milhões. Esse não consta do cadastro do Bolsa Família. Mas tampouco exibe renda compatível com a generosidade. Há também no levantamento um prefeito que despejou nas arcas do diretório municipal do seu partido a bagatela de R$ 60 milhões. Não é só: o número de doadores mortos subiu para 290. Juntos, os casos considerados suspeitos somam 259.968 lançamentos. Os dados foram recolhidos em órgãos de controle que firmaram parceria com a Justiça Eleitroal. Coube ao Tribunal de Contas da União fazer o cruzamento das informações.
Este é o sexto levantamento parcial sobre a contabilidade das campanhas que o TSE divulga. O primeiro veio à luz no início de setembro. As suspeitas de irregularidades somavam, então, R$ 116 milhões. A cifra malcheirosa foi subindo uma semana após a outra. Passou de R$ 275 milhões na semana seguinte. Foi a R$ 388 milhões na terceira semana. Bateu em R$ 554 milhões no dia 27 de setembro. Chegou a R$ 659 milhões em 4 de outubro. E alcançou a cifra de R$ 1,41 neste novo levantamento, que foi fechado na última sexta-feira (14) e divulgado nesta segunda (17).
O TSE conta os milagres sem divulgar os nomes dos santos —doadores e recebedores. Mantém os nomes dos suspeitos em segredo sob a alegação de que o levantamento apresenta indícios de fraudes que ainda estão em fase de apuração. Segundo o tribunal, as informações foram “compartilhadas” com o Ministério Público Eleitoral. Os dados sobre “clientes” do Bolsa Família foram repassados ao Ministério do Desenvolvimento Social. De resto, os indícios de malfeitos foram colocados à disposição dos juízes eleitorais. Instrução normativa baixada pelo TSE no último dia 16 de agosto prevê que os juízes darão prioridade à elucidação desses casos.
By Josias de Sousa
Como vocês leram acima, o TSE divulga mas não mostra... Isso não é transparência! Se ainda está em investigação, não deveria divulgar. Pior: o que vai fazer a respeito? MULTAR? 
Sabemos que, quem está com essa grana toda pra 'investir' em eleição, está se lixando pra multinhas do TSE. O que queremos é a PUNIÇÃO exemplar: FRAUDOU eleições, perde o mandato, vai preso e fica INELEGÍVEL permanentemente. Quem não sabe exercer a DEMOCRACIA pelo voto não pode participar da festa...

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Coeficiente Eleitoral - Enganando eleitores

Dentre os maiores absurdos da nossa legislação eleitoral, talvez o MAIOR seja este tal coeficiente eleitoral, que ENGANA os eleitores: são eleitos não OS MAIS VOTADOS, mas parte deles em função da participação dos partidos políticos na totalização de votos. Uma aberração!
E chamam isso de DEMOCRACIA...

Peguei o exemplo do Rio de Janeiro, porque vai ter segundo turno para eleição do PREFEITO, então talvez seja prudente ver a composição da CÂMARA MUNICIPAL eleita, antes de dar seu voto para alguém que não vai conseguir fazer NADA pela cidade, só se a maioria parlamentar da Câmara deixar.

Estes foram os eleitos e seriam se o critério fosse APENAS a MAIOR quantidade de votos obtidos:


Agora a coisa começa a mudar... Como vocês podem ver, estes seriam eleitos (como efetivamente foram) mas já seriam classificados diferentemente do que preconiza a atual legislação eleitoral. Se fosse APENAS pelo critério de maior quantidade de votos (cor laranja), seriam elencados assim:


Mas o 'bicho pega' mesmo é nas últimas colocações, quando gente com 0,21% dos votos foi eleita e até quem teve 0,55%, ficou de fora:


Em São Paulo o PT elegeu NOVE vereadores, mas poderia ter elegido MENOS dois se não fosse a votação de Eduardo Suplicy, que puxou a votação da legenda, eliminando outros concorrentes de partidos adversários que seriam MAIS ÚTEIS a cidade.
Em Curitiba foram NOVE vereadores mais bem votados que outros, com METADE das suas votações, a ficar de fora da Câmara.

POR ISSO É TÃO IMPORTANTE QUE VOCÊ CONHEÇA
PRESSIONE SEU PARLAMENTAR (Deputado Federal e Senador)
PARA QUE O BRASIL PASSE A ADOTAR ESTE SISTEMA.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

UBER x TAXI

Nesta minha rápida passagem pelo Rio de Janeiro para o batizado e primeiro aniversário da minha neta Giovana, usei e abusei do serviço de taxi. Fiz trechos como Leblon - Botafogo, Botafogo - Laranjeiras, Botafogo de uma ponta a outra, Botafogo - Leme, Botafogo - Santos Dumont...
Usei também o metrô (Botafo-Leblon e Centro-Tijuca-Centro) e até o VLT, do Santos Dumont até a Praça Mauá e depois no sentido inverso.

O VLT é uma excelente opção para quem se desloca pelo Centro, sentido Rodoviária - Aeroporto Santos Dumont e vice-versa. O trenzinho é lindo, limpo e a velocidade ideal para a região: rápido e eficiente, mas é caro! Você precisa comprar um cartão e carregá-lo com créditos de viagem. As máquinas não funcionam e já apareceu um 'agente' que vende o cartão e cobra pela carga numa maquininha portátil. Claro, embutida uma módica 'comissão'...
Chama a atenção a motocicleta que circula a frente do veículo, para 'espantar' os motoristas sem educação, que param nos cruzamentos sobre os trilhos e as pessoas que atravessam fora da faixa, se colocando em risco de serem atropeladas. Falta uma linha pela orla a partir do Aeroporto Santos Dumont até a Barra, seria um espetáculo. Como não teremos mais Copa do Mundo e nem Olimpíadas é provável que esta linha jamais seja construida. A interligação do Santos Dumont com o Aeroporto do Galeão, mais ainda... é muito necessária!

O metrô do Rio não me impressionou. Os novos trens são de qualidade inferior aos velhos trens da decada de 70, mais espartanos e com aparência de serem mais velhos que as antigas composições. A operação é de 'serviço público', não funciona nos finais de semana até a Barra (linha 4), só opera o trecho antigo. Fui de Botafogo até o Leblon e foi necessário trocar de trem no final do antigo trecho; que projeto ruim para uma cidade longitudinal, bastaria 'seguir em frente'. Também usei a linha do Centro até a Tijuca, a mais antiga. Quem quer seguir em direção a Pavuna precisa trocar de trem na estação Estácio ou Central do Brasil (não lembro se em ambas ou numa delas); o que faz sentido porque a direção da linha original é Tijuca. Mas uma linha para Niterói já passou da hora de existir, assim como para o Aeroporto do Galeão. Uma estação que fizesse a interligação de VLT para estes dois destinos seria espetacular!

Mas a tal mobilidade urbana decantada em prosa e verso pelos governantes (e alguns amigos cariocas), não tive o prazer de conhecer. As ruas estão 'travadas', congestionamentos gigantes em alguns lugares até depois das 22h em Botafogo foi 'normal'. E no final de semana!
Com o Waze indicando as melhores rotas, levei mais de uma hora do Leblon à Botafogo antes do meio-dia numa sexta-feira. No sábado as onze da manhã, tudo parado nas Laranjeiras. Um trecho de 5 minutos foi feito em quase meia hora. Maioria das ruas concedem estacionamento nos dois lados da via, ou seja: as ruas são para estacionar, não para circulação dos veículos. O conceito foi deturpado para a prefeitura arrecadar com estacionamento. Mas isso não é privilégio do Rio de Janeiro, está tudo desse mesmo jeito pelo Brasil inteiro.

Mas e quanto ao Uber e o Táxi?

Dá pra entender porque os taxistas estão desesperados: o serviço do Uber é infinitamente MELHOR e o custo para o passageiro fica 36,4% mais barato, em média! Muitas mulheres ao volante no Uber. Esta comparação eu fiz nas oito viagens que realizei pelo UberX em relação a duas de táxi. No domingo o preço do táxi dispara, chega a custar 100% mais caro, em razão da 'bandeira dois'. Em pelo menos duas situações tive que participar de 'leilão' no Uber, o que acresceu R$ 2,00 ao preço da minha corrida. Também notei que a turma do Uber Black faz corridas como Uber X, o carro que me levou ao Santos Dumont, na volta, era um Toyota Corolla novíssimo e versão luxo.
Entendo que estamos em uma fase de acomodação. Tem motorista Uber fazendo 'bico' pra aumentar a renda familiar, tem gente que não é do ramo e está testando o trabalho (carro alugado para conferir faturamento) e profissionais do táxi que migraram. Mas todos estão satisfeitos, não ouvi reclamação de movimento, mesmo com o fim das Olímpiadas. Uma observação foi recorrente: é preciso trabalhar com GÁS VEICULAR, senão a conta não fecha.

Aqui em Curitiba ainda não usei o serviço, mas pretendo testar nos próximos dias. Minha primeira impressão foi positiva, espero que o setor público não ponha sua 'mão grande' sobre o serviço e inviabilize a iniciativa cobrando taxa até para fiscalizar a operação.